sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Presente de Grego

Europa: escândalo político, caos bárbaro, anarquia catastrófica, tragédia apocalíptica, hipocrisia histérica. Obrigado, caros gregos, diz também a etimologia.

Europe : le scandale politique, le chaos barbare, l'anarchie catastrophique, la tragédie aopcalyptique, l'hypocrisie hystérique. Merci, chers Grecs, dit aussi l'étymologie

Hervé Le Thelier, no Check-list do Le Monde.

04 de Novembro de 2011.

5 Barras de chocolate
1 Pote de Nutella
3 Miojos sabor Legumes
1 Pacote de pão de queijo congelado
1 Pacote de salgadinho de arroz japonês apimentado
3 Caixas de chá (sabores diversos)
1 Ramalhete de Gérberas

Eu nunca sei diferenciar quando estou triste ou quando estou deprimida. Como não tenho nenhum motivo para estar triste, imagino que esteja deprimida. O que acontece quando isso acontece é que eu fecho a ostrinha, desligo o celular. Como porcaria e durmo por dias. Bom, eu não tenho mais "dias" para dormir. Mas vou dormir o final de semana inteiro. E me entupir de gordura trans.

Contradição

Lóg. Princípio lógico de que uma coisa não pode ao mesmo tempo ser e não ser, o que implica o caráter verdadeiro da exclusão do contrário (Aulete)

Todos sabemos o que é contradição, mas só as mães SENTEM a contradição.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

03 de Outubro de 2011

Fiquei cética. Não acredito mais no amor.

Shoes are a girl´s best friend?

Então no sonho dessa noite eu fui chamada para ajudar uma indiana (que pela fisionomia era chinesa) que tinha tentado se matar. Cheguei à noite num hotel de construção típica chinesa, com aqueles telhados pontudinhos e lindos jardins espalhados pelo local, e a indiana que na verdade era chinesa me esperava com um belíssimo robe de seda vermelho. Ela tinha aquela pele branca de porcelana chinesa mesmo, os cabelos negros compridos e lisos estavam soltos e as mãos delicadas tremiam ao me mostrar a carta que ela havia escrito antes da tentativa de suicídio que não deu certo. Quis se matar por causa da traição do marido. Eu não falei nada e ela foi dormir mais tranquila, foi o que ela me disse.

Enquanto ela dormia eu rodei pelo quarto do hotel, que era enorme, quase a totalidade da hospedaria, e descobri no armário lindos pares de sapatos vermelhos, pretos, azuis, verdes, beges. Prada, Louboutin, Channel, D&G, Dior. Roubei quase todos e larguei a indiana-chinesa-deprimida dormindo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Morte

Ao redor dos dez anos, quando faleceu Humberto Sarcinella, meu avô paterno, lembro direitinho da seguinte cena.
Horário do intervalo no Externato Vieira de Moraes, no bairro de Campo Belo. Minhas amigas - hoje seriam chamadas de BFFs (ainda prefiro "amigas"), Mônica (morena e carioca) e Marta (loira escuro e paulistana) se aproximaram para ouvir meu segredo.
Em um círculo, pequeno e apertado, olhando para os lados - garantindo que ninguém estranho estaria próximo para nos ouvir - revelei o que se passava em minha casa.
- Meu avô morreu.
Silêncio e uma certa apreensão. Pausa dramática, olhar para os lados, continuei:
- Mas não contem prá  ninguém... NINGUEM, ouviram? Pois é segredo. Minha família tá mentindo... estão fazendo um inventário...

E nesse dia de finados...

A foice da morte já me arranhou de várias formas. Na primeira foi de leve, bem de leve, só para mostrar que ela existia. Aos 9 anos perdi meu cachorrinho querido. Acho que é a melhor forma de uma criança aprender a lidar com essa que nos espreita desde o nascimento, fazer o quê...

Depois ela passou a foice pesando um pouco a mão, mas ainda dentro da cartilha. Levou meu avô tão amado. Desde que eu aprendi o que era a morte, eu imaginava, ainda criança, meu avô morto e planejava me esconder dentro do caixão com ele, de uma forma que ninguém me visse, para que eu pudesse ficar com ele para sempre. Hoje me pergunto se esse tipo de pensamento é normal para uma criança, mas essa é uma outra história. Eu não fui nem no velório nem no enterro e só chorei sua morte uns dois anos depois. Sinto tantas saudades dele.

Aí um dia a morte veio sem dó e fincou a foice no meu coração e desceu rasgando o que tivesse pela frente até os dedos dos pés. Se tivesse mais espaço, ela continuaria. Fora da cartilha, de surpresa, para mostrar sua força, para mostrar que contra ela ninguém pode nada. Enterrei um namorado que tinha acabado de completar vinte anos, acho que a pessoa mais risonha que conheci até hoje. Uma delícia!

Mas para essa grande dama poderosa não há obstáculos e lá vem ela dilacerando o que sobrou ao levar minha grande, querida, amada, melhor amiga. Coitada, até hoje ela escuta meus lamentos! E participa das minhas alegrias.

Depois meus avós e outras pessoas queridas.

Não tem como não lembrar deles nesse dia de finados, não tem como não lembrar dessas pessoas todos os dias, algumas delas todos os dias mesmo. São pessoas tão presentes na minha vida quanto minha mãe que está aqui agora ao meu lado, brincando com meu filho.

...eu penso como viver é lindo.

02 de Novembro de 2011

Das coisas que eu mais gosto na vida: Ficar na cama de manhãzinha acordada.
Nada dessa coisa de acordar e levantar, trocar de roupa, começar a vida. Bom mesmo é acordar, espreguiçar, espreitar as horas no despertador da cabeceira de cantinho de olho, com a cara ainda enfiada no travesseiro, sentindo o aroma do amaciante de roupas no lençol da cama. Rolar para o outro lado e sentir o lençol mais gelado. A cama é queen, mas vazia. A Rainha é virgem e dorme sozinha. Gosto de tentar adivinhar como está o clima lá fora, pela fresta da cortina na janela. Planejar o café da manhã. Pensar em coisas legais para fazer no dia.

Das coisas que eu mais gosto na vida: só são possíveis de forma esporádica. Em feriados, casamentos, funerais e batizados. Senão perderia a graça.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ele se foi

Outubro agora só em 2012 (se o mundo acabar em 2012 mesmo já se sabe em que mês será?). Novembro chega com promessa de festas, comemorações com pessoas queridas, projetos literários, artigos jurídicos, provas, trabalho, dias na praia e esperança de que tudo isso se realize sim. Estou cansada como nunca imaginei que uma pessoa pudesse ficar, mas quero tudo isso e muito mais porque eu gosto disso aqui. Será uma pena se acabar em 2012.

E já nesse primeiro dia de novembro (be welcome, babe), lembranças da minha avó Miroslava Dragojevic Bosko Gerbovic (quando eu era criança minhas amigas competiam para ver quem decorava o nome dela primeiro), que hoje faria 93 anos. Curta aí, vó Slava, com muita música e dança e palhaçada, do jeito que a senhora gostava!